Com a inauguração do Parque Residência — um espaço de cultura, identidade e memória —, Amapá homenageou um símbolo muito importante para o estado: Dona Divina. Castanheira e líder comunitária, ela atuou firmemente na defesa dos direitos das comunidades tradicionais amapaenses.
Dona Divina foi fundadora da Associação Quilombola das Comunidades do Igarapé do Lago do Maracá e transmitiu, de geração em geração, a prática ancestral do extrativismo, preservando modos de vida, saberes e a relação de respeito com a floresta.

Durante o evento, os familiares celebraram a imagem da matriarca cantando e dançando ao som da roda de samba, manifestação cultural tradicional no Amapá. Idevane Jesus da Trindade, de 56 anos, filho de Dona Divina, contou que a homenagem foi uma surpresa impactante e emocionante para todos.
“Em nome da nossa família, agradecemos por manter viva a memória de nossa mãe. Foi uma grandiosa homenagem essa que Amapá fez, muito obrigado”, declarou, emocionado.

A historiadora e professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Elke Rocha, destacou a essencialidade de valorizar as comunidades, os saberes tradicionais e a economia criativa baseada na castanha.
“É o que a gente queria: ver essa casa do poder de po
